Família denuncia furto de camisa deixada como homenagem em túmulo no Cemitério Ecumênico de Itapeva
Peça assinada por familiares estava protegida em suporte feito especialmente para preservar a memória do homem; parentes pedem que objeto seja devolvido
Uma família de Itapeva denunciou o furto de uma camisa deixada como homenagem no túmulo de um parente no Cemitério Ecumênico do município. Segundo os familiares, a peça desapareceu durante a madrugada deste sábado (29) e estava guardada dentro de um suporte confeccionado especialmente para permanecer no jazigo.
De acordo com o relato, o homem homenageado era fanático por seu time de futebol e, após sua morte, os parentes decidiram preparar a camisa como forma de preservar uma das lembranças de sua história. A peça foi assinada por integrantes da família com caneta permanente e, posteriormente, colocada no túmulo dentro de uma estrutura que permanecia trancada.
O desaparecimento provocou indignação entre os familiares, que ressaltam que o valor da camisa não é financeiro, mas afetivo. Para eles, o episódio representa uma violação de uma homenagem construída para manter viva a memória de alguém que já morreu. “Não é sobre a camisa. É algo de extrema importância para uma pessoa que já se foi deste mundo”, afirmou uma familiar.
A família também faz um apelo para que moradores que eventualmente encontrem a camisa, principalmente caso alguém tente vendê-la, entrem em contato para possibilitar a devolução. Como as assinaturas foram feitas com caneta permanente, a peça pode ser facilmente identificada.
O caso causou ainda mais revolta por ter ocorrido dentro do Cemitério Ecumênico de Itapeva e envolver um objeto colocado diretamente sobre um túmulo. Para os parentes, retirar uma lembrança desse tipo ultrapassa o prejuízo material e atinge diretamente o luto e a memória da família.
Os familiares pedem que a pessoa responsável pelo furto apenas devolva a camisa ao cemitério, sem necessidade de se identificar. “Só leve lá novamente”, apelam. A expectativa é recuperar uma peça que pode não ter qualquer utilidade comercial para quem a retirou, mas que carrega um valor sentimental impossível de ser substituído.

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