Santa Casa de Itapeva registra lotação máxima nas UTIs e superlotação em setores pediátricos
Aumento de casos respiratórios eleva pressão sobre a rede hospitalar; Pediatria opera com 133% da capacidade e UTI Neonatal chega a 140%
A Santa Casa de Misericórdia de Itapeva divulgou nesta terça-feira (7) um comunicado alertando para o cenário de alta ocupação hospitalar enfrentado pela instituição. O aumento expressivo dos casos de síndromes respiratórias tem provocado uma forte pressão sobre os atendimentos e internações, levando alguns setores a operarem acima de sua capacidade instalada.
De acordo com o hospital, as UTIs Adulto estão com 100% de ocupação, sem disponibilidade de novos leitos. A situação é ainda mais crítica na Pediatria e na UTI Neonatal, que operam com 133% e 140% da capacidade, respectivamente, atendendo além do limite previsto e caracterizando um quadro de superlotação.
A instituição informou que, dos 153 leitos disponíveis, 95% estão ocupados. Somente na última semana, o Pronto-Socorro realizou 179 atendimentos relacionados a síndromes respiratórias, sendo que 7,3% dos pacientes precisaram de internação hospitalar.
Outro dado que chama a atenção é que mais da metade dos atendimentos realizados no Pronto-Socorro, cerca de 52,18%, foram classificados como casos de menor gravidade, situações que, segundo a Santa Casa, poderiam ser absorvidas pelas unidades básicas de saúde dos municípios da região.
A Santa Casa também atende pacientes de diversas cidades do Sudoeste Paulista. Atualmente, 53,1% dos internados são moradores de Itapeva, enquanto 46,9% vêm de outros municípios, demonstrando a importância regional da instituição e a elevada demanda pelos serviços hospitalares.
Diante do cenário, a direção da Santa Casa pede a colaboração da população para que procure o Pronto-Socorro apenas em casos de urgência e emergência, como falta de ar, dificuldade respiratória ou piora rápida do estado de saúde. A orientação é que pacientes com sintomas leves busquem atendimento nas unidades de saúde de seus municípios, contribuindo para preservar os leitos destinados aos casos mais graves.

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