Polícia

Policial militar mata cuidadora de animais a tiros em Avaré e caso é investigado como feminicídio

Crime no Balneário Costa Azul choca população, mobiliza ativistas e deixa animais sob responsabilidade emergencial

A noite de terça-feira (5) terminou em violência no Balneário Costa Azul, em Avaré. Eurídice Augusta de Souza, conhecida entre amigos e moradores como “Pretinha” - cuidadora de animais - foi morta a tiros dentro do próprio veículo na Alameda Bordas do Campo, por volta das 20h46. O autor dos disparos, um policial militar, que confessou o crime ainda no local.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar do Estado de São Paulo foram acionadas e, ao chegarem, encontraram a vítima já sem vida dentro do automóvel. O carro da vítima, ainda ligado e em marcha automática, percorreu alguns metros após os tiros até colidir com um obstáculo na via.



Em depoimento inicial, o policial afirmou que mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima há cerca de dez meses e alegou estar sendo ameaçado por ela diante da possibilidade de término. Disse ainda que temia acusações falsas, numa tentativa de justificar a ação. Segundo sua versão, momentos antes do crime ele estaria sua esposa em um mercado quando viu a vítima, passando a acreditar que estava sendo seguido. A narrativa prossegue com alegações de perseguição até o momento em que ele desceu do carro e, utilizando sua arma funcional — uma pistola pertencente à corporação — efetuou cerca de quatro disparos contra a mulher.

A ocorrência ganhou contornos ainda mais graves após a apreensão de armamentos na residência do autor. Além da arma utilizada no crime, foram localizadas uma arma particular regularizada, outra com numeração suprimida e um simulacro. O policial foi conduzido ao plantão da Polícia Civil do Estado de São Paulo, onde teve a prisão em flagrante decretada pelos crimes de feminicídio e porte ilegal de arma de fogo. Ele foi escoltado por equipe de Força Tática e permanece à disposição da Justiça, enquanto o caso segue sob investigação.

Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal - Paulo Proença

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