Taquarivaí, Piraju e Iporanga terão salas da Delegacia da Mulher e reforçam rede de proteção às vítimas de violência
As novas estruturas serão instaladas dentro de delegacias já existentes, o que permite rápida implementação e aproveitamento da estrutura da Polícia Civil.
No caso regional, a medida representa um avanço estratégico, sobretudo em cidades de menor porte, onde o acesso a serviços especializados ainda é limitado e muitas ocorrências acabam subnotificadas.
Na prática, as Salas DDM funcionam como espaços preparados para acolhimento qualificado, sigiloso e humanizado. Além do registro de ocorrências, as vítimas passam a contar com escuta técnica especializada, orientação sobre medidas protetivas e encaminhamento para serviços de apoio, como assistência social e acompanhamento psicológico. O modelo busca reduzir a distância entre a vítima e o Estado, garantindo mais agilidade na resposta institucional.
A ampliação da rede também dialoga com a realidade da região de Itapeva, que já conta com unidades da Delegacia da Mulher em cidades como Itapeva, Avaré, Itapetininga e Capão Bonito, além de salas de atendimento em municípios como Itararé e Taquarituba. Ainda assim, a cobertura não era suficiente para atender com capilaridade toda a população, especialmente em áreas mais afastadas, onde o deslocamento até uma unidade especializada pode representar um obstáculo real para a denúncia.
Outro ponto relevante da medida é o reforço estrutural promovido pelo Estado. Paralelamente à criação das novas salas, o governo publicou decreto no Diário Oficial ampliando a estrutura das Delegacias da Mulher por meio da reclassificação de unidades em diferentes regiões. A medida leva em consideração critérios técnicos, como volume de atendimentos e população atendida, permitindo ajuste mais preciso da capacidade operacional das delegacias.
De acordo com o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a reclassificação deve refletir diretamente na eficiência do atendimento. Segundo ele, a mudança permite ampliar equipes, melhorar as condições de trabalho e dar mais agilidade à concessão de medidas protetivas, instrumento essencial na proteção de mulheres em situação de risco. A avaliação é de que a resposta estatal tende a se tornar mais rápida e efetiva.
A coordenadora estadual das DDMs, Cristiane Braga, também destacou o impacto qualitativo da medida. Para ela, o fortalecimento da estrutura não apenas amplia o acesso, mas qualifica o atendimento, sobretudo em casos de violência doméstica e familiar, que exigem preparo técnico e sensibilidade no acolhimento.
A previsão do governo é que todas as novas Salas DDM estejam em funcionamento ao longo do próximo quadrimestre. Para a região de Itapeva, a iniciativa representa mais do que a ampliação de um serviço: trata-se de um movimento concreto de interiorização das políticas públicas de segurança e proteção às mulheres, reduzindo distâncias, quebrando barreiras históricas e fortalecendo a presença do Estado onde ela mais faz falta.

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