Operação “Wonka” expõe fábrica clandestina de doces e leva empresário à prisão em Taquarituba
Polícia Civil identifica produção em condições insalubres mesmo após interdição sanitária e apreende alimentos impróprios para consumo
Uma investigação que começou a partir de denúncias anônimas revelou um cenário alarmante no setor alimentício de Taquarituba (SP). Na quarta-feira, 18 de março, a Polícia Civil deflagrou a Operação “Wonka” e prendeu em flagrante um homem de 53 anos, apontado como responsável por uma fábrica clandestina de doces que operava à margem das normas sanitárias, mesmo após já ter sido interditada anteriormente pela Vigilância Sanitária.
As diligências confirmaram que o local seguia em pleno funcionamento, com produção ativa e distribuição de alimentos sem qualquer controle técnico. Durante a ação, realizada em conjunto com a Vigilância Sanitária, os agentes encontraram um ambiente marcado por sujeira acumulada, umidade excessiva, armazenamento inadequado de insumos e sinais evidentes de contaminação, incluindo a presença de insetos. A estrutura improvisada e a ausência de qualquer protocolo de higiene escancararam o risco direto à saúde da população.
No interior do imóvel, havia trabalhadores atuando normalmente no momento da abordagem, o que reforça a dimensão da atividade irregular. Foram apreendidos doces prontos para comercialização e matérias-primas utilizadas na produção, todos encaminhados para perícia técnica que deverá atestar a impropriedade dos produtos para consumo humano.
A responsável pela investigação, destacou que a conduta ultrapassa o campo administrativo e se enquadra como crime, sobretudo por colocar em risco a saúde pública. Segundo ela, trata-se de uma prática reiterada e consciente, agravada pelo descumprimento de interdição anterior, o que evidencia, em tese, dolo e desprezo pelas normas sanitárias vigentes.
O homem foi conduzido à unidade policial e autuado em flagrante por crimes contra as relações de consumo e infração de medida sanitária preventiva. Ele permanece à disposição da Justiça, enquanto as investigações avançam para identificar possíveis envolvidos e mapear a cadeia de distribuição dos produtos, cuja extensão ainda é desconhecida pelas autoridades.







Fonte: Departamento de comunicação social polícia civil Seccional Avaré

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