Polícia

Avô e companheira são presos suspeitos de torturar e matar menina de 3 anos em Ribeirão Preto

Criança chegou morta a UPA com hematomas pelo corpo e sinais de esganadura; suspeito tinha guarda da menina e era conhecido em Itapeva

A morte de uma menina de 3 anos em Ribeirão Preto/SP, levou à prisão do avô materno e da companheira dele na madrugada desta quarta-feira, 18 de fevereiro. Sophia Emanuelly de Souza foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na noite de terça-feira (17), mas, segundo o pediatra de plantão, já chegou sem vida. O corpo apresentava diversos hematomas e sinais de esganadura no pescoço. O caso foi registrado como tortura com resultado de morte e será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

O avô, José dos Santos, de 42 anos, conhecido como “Carioca”, tinha a guarda da criança desde 2024. Ele afirmou aos médicos que a neta havia passado mal e vomitado durante o trajeto até a UPA da Avenida 13 de Maio. Segundo a polícia, a mãe da menina é usuária de drogas. José, a companheira Karen Tamires Marques, de 33 anos, e Sophia viviam no Parque São Sebastião, na zona Leste da cidade.

Ainda na unidade de saúde, a médica legista que acompanhou a ocorrência apontou que a morte teria ocorrido entre seis e doze horas antes da chegada ao atendimento. Profissionais ouvidos pela polícia relataram que o corpo da criança apresentava hematomas de colorações distintas, o que sugere agressões em momentos diferentes. Também foram constatados sinais de desnutrição, sarcopenia e baixa densidade capilar. A menina, nascida em 2022, não passava por acompanhamento médico desde 2023.

De acordo com a Polícia Civil, Karen confessou que não gostava da criança e admitiu ter esganado Sophia sob a alegação de que ela se recusava a comer. O casal foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) por volta das 2h, onde a prisão em flagrante foi formalizada. A defesa dos suspeitos não havia sido localizada até a última atualização do caso.

José dos Santos era conhecido no meio musical como “Carioca” e integrava uma banda de pagode. Ele também tinha vínculos com Itapeva, onde cursou Educação Física e participou de eventos artísticos com sua banda, tornando-se figura conhecida no município. A notícia da prisão repercutiu entre antigos conhecidos, enquanto as autoridades aguardam o laudo necroscópico para esclarecer oficialmente a causa da morte. Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento da criança.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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