Câmara de Itapeva aprova em primeiro turno projeto que impõe prazos ao SUS para consultas e cirurgias
Proposta do vereador Dr. Marcelo Poli fixa até 30 dias
para consultas especializadas e 60 dias para cirurgias eletivas; nova votação
está marcada para segunda-feira
A Câmara Municipal de Itapeva deu início, na noite desta
quinta-feira, 12 de junho, à aprovação de um projeto de lei que estabelece
prazos máximos para o atendimento de pacientes pelo Sistema Único de Saúde
(SUS) no município. A proposta, de autoria do vereador Dr. Marcelo Poli, foi
aprovada em primeiro turno durante uma sessão com pauta enxuta, mas de alta
relevância para a população que depende da rede pública.
O texto do projeto estipula que a espera por consultas com
médicos especialistas não ultrapasse 30 dias úteis. Já para exames diagnósticos
de apoio à decisão médica, o limite é de 15 dias. Cirurgias eletivas de baixa e
média complexidade deverão ser realizadas em até 60 dias, caso a proposta se
consolide como lei. A matéria ainda precisa passar por uma segunda votação,
prevista para a próxima segunda-feira (16), e há expectativa de que seja o
único item na pauta da sessão.
Além dos prazos, o projeto determina que a Prefeitura
publique, mensalmente, um relatório com dados detalhados sobre a fila de
espera: número de solicitações por tipo de serviço, tempo médio de espera,
quantidade de procedimentos realizados dentro e fora do prazo legal e
prestadores contratados, quando houver. A medida busca dar mais transparência à
gestão da saúde pública e permitir que a população acompanhe o desempenho do
sistema.
A proposta tem potencial de se tornar um marco na relação
entre a população e o poder público no que diz respeito ao acesso ao
atendimento médico. “A intenção é garantir o que já deveria ser assegurado por
direito: atendimento digno e dentro de um tempo razoável para quem mais
precisa”, destacou o vereador Dr. Marcelo Poli durante a apresentação do
projeto em plenário.
Caso aprovada em segundo turno e sancionada pelo Executivo,
a lei poderá forçar a administração municipal a reorganizar a oferta de
serviços e fortalecer a estrutura da saúde básica e especializada. Para
pacientes que aguardam há meses por uma simples consulta ou cirurgia, a
aprovação definitiva do projeto pode representar mais do que uma vitória
legislativa: pode significar a diferença entre o alívio e o agravamento de um
quadro clínico.

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