Editorial — Os Idos de Março na República de Itapeva
Os primeiros três meses do governo da prefeita Adriana Duch Machado (MDB) foram marcados por polêmicas e demonstrações de clientelismo político e incompetência administrativa.
Durante as eleições, Duch prometeu em campanha ser uma prefeita da renovação política e administrativa. A promessa de que não iria sujar sua reputação com conchavos politiqueiros aceitando conceder cargos na Prefeitura em troca de apoio de aduladores e vereadores Câmara Municipal desde o começo foi solenemente descumprida.
A realidade do governo Duch é completamente o oposto das suas promessas eleitorais de renovação política e administrativa.
A prefeita logo após eleita fez questão de comparecer na Câmara Municipal para garantir salários avantajados para o grupo de secretários que atualmente compõem sua equipe de governo.
As indicações da prefeita Duch foram feitas sem critérios técnicos, preocupando-se apenas em formar um grupo de vassalos políticos, tornando os principais cargos ocupados por indicados por mero critério de afinidade pessoal com a prefeita.
Dentre os escolhidos colocou uma prima na Secretaria de Saúde, a qual constantemente se tornou foco das reclamações da população e vereadores sobre as péssimas mudanças no atendimento de unidades básicas de saúde, assistência farmacêutica e por prometer e descumprir resolução de problemas no setor de transporte de pacientes pela prolongada falta de ambulâncias.
Em três meses a gestão da Secretaria de Saúde acumula reclamações e escândalos, desde reclamações de perseguição de funcionários até utilização de posto de saúde como cemitério de animais mortos, como foi no caso dos cães mortos no freezer do posto da São Camilo. O aumento de casos graves de dengue também faz parte dessa lista.
Na Secretaria de Finanças a escolha de um ex-vereador que foi inclusive rejeitado pela própria igreja não sendo indicado para concorrer a vereador na última eleição, tornou o governo Duch ainda mais tendencioso à velha política dos tempos de Luiz Cavani e Roberto Comeron. O atual secretário de Finanças, Laércio Lopes, foi vereador integrante da base de apoio de Luiz Cavani no auge do escândalo da notas frias, sempre votando para safar o ex-prefeito de pedidos de abertura de comissões de inquérito, pedidos cassação e votando assiduamente para aumentar impostos.
Anteriormente o ex-vereador também pertenceu à base de apoio de Comeron na Câmara Municipal, sendo também seu secretário de Finanças na fase final do governo que ficou marcado pela péssima gestão administrativa que levou a prefeitura a sua pior fase financeira na história recente de Itapeva. A prefeita Duch tendo conhecimento dessas informações mesmo assim fez questão de indicar o ex-vereador da velha guarda política com longa ficha de serviços prestados aos ex-prefeitos anteriores.
Na Secretaria de Administração Regional, responsável pelos serviços de limpeza e manutenção urbana, a prefeita indicou um ex-candidato a vereador do seu partido, tornando o conchavo político o principal método de indicações para cargos. O secretário Bolacha que não fez sucesso algum nas urnas como candidato a edilidade, também não vem angariando prestígio como chefe de serviços públicos de zeladoria urbana.
As constantes reclamações de perseguições na secretaria contra funcionários, contratos emergenciais feitos com valores suspeitos de superfaturamento, atrasos e precariedade desde o começo do ano na coleta de lixo e serviços mal feitos de roçada e tapa buracos são as principais reclamações sobre o homem de confiança da prefeita Duch nesta pasta.
A prefeita Duch também indicou como secretários colegas de farda, uma assessora da deputada Simone Marquetto em seu gabinete, mesmo havendo denúncias de desvio de função, além de uma vizinha da casa da família em cargo de assessoria. Para fechar a conta, a prefeita requentou dois secretários da era Mário Tassinari, colocou uma indicada do ex-prefeito de Itaberá em uma secretaria de destaque, dentre outras figuras que têm associação direta com um certo ex-candidato que Duch antes chamava de fujão e mijão, mas agora dizem ter fumado o cachimbo da paz em troca de cargos.
Em três meses de governo Duch o resultado dos atos de governo da prefeita e secretariado são negativos. A prefeita Duch ao invés de trabalhar com seriedade e comprometimento com as reais causas e necessidades da população não faz nada além de procrastinar e inventar falsas dificuldades administrativas.
A prefeita é movida pelo fã clube das redes sociais, passando mais tempo ocupada com ostentação nas redes sociais e reuniões improdutivas com seu grupo fechado de secretários que aparentemente usam o falso discurso da crise financeira da prefeitura como muleta para se escorar no comodismo administrativo.
Para fechar o cenário de administração voltada para o próprio umbigo e vaidades pessoais, a prefeita Duch distribui cargos para os vereadores que façam vista grossa para seus erros, tornando as secretarias meios de pagamento de favores para manter o apoio na Câmara Municipal.
A pergunta que fica no ar é a seguinte: Onde está a prometida renovação política e administrativa que Duch tanto falou na eleição?
A resposta: Não existe a nova política e muito menos renovação. O que existe é a política de troca de favores igual aos governos anteriores com as mesmas atitudes de politicagem entre prefeitos e vereadores, cabide de empregos com cargos para bajuladores e incompetência administrativa.
O que temos é uma prefeita à moda império romano. Ela entende ser uma imperadora porque teve méritos militares antes de se tornar política propriamente dita. Agora a prefeita à moda romana vive em função da sua própria vaidade, com direito a lictores e guarda pretoriana, acreditando que possui poderes ditatoriais como Júlio César para fazer algo de benéfico em favor plebe, mas na verdade, as traições estão por todos os lados da república de Itapeva.
Além disso, como o nosso senado é corrompido e fraco, teremos um governo que remonta ao passado. Passado que resultou em trágica queda dos políticos e rebelião do povo. A sorte está lançada!

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