Editorial

A ilusão eleitoral do prefeito sonhador

O prefeito Mário Tassinari lançou como candidatos a deputados a sua vice-prefeita Elza Galvão e seu primo, médico como ele, mas sem o mesmo prestígio do político consagrado da família que já perdurou o paletó.

 

O prefeito pelos bares e padarias que passa teimando que seus candidatos serão muito bem votados, com possibilidade de serem eleitos deputada federal e estadual respectivamente. 

 

Os números, estudos e estatística sobre tendências de votação são levantados por diferentes pesquisas locais, mas apenas por quem faz pré-campanha eleitoral conforme manda o figurino. Já o prefeito sem avaliar o eleitorado bate na mesa, fala alto teimando que seus candidatos são os melhores, fala em grupo forte e sempre questiona e substitui informações colhidas do eleitor pelos palpites das mesas de bar rodeado de puxa sacos.

 

Aparentemente o prefeito e seus assessores vivem a ilusão que mandam na cidade, que tudo que pensam é verdade incontestável, como acharem continuarão no poder após 2024. Mas esperar o que de quem vive cercado de pessoas metidas a entendidos em todos os assuntos e com o ego inflado? Nada além de ilusão.

 

O prefeito vive acreditando e dando corda para palpites não é de hoje. Antigamente, consultando sua bola de cristal e palpiteiros de plantão, o prefeito apostava todas as fichas em Geraldo Alckmin para governador. Depois que Alckmin mudou de planos, se tornando par de Lula, o prefeito quis apostar Fernando Haddad em um evento ao lado da sua vice-prefeita, para depois, mudar de ideia novamente e declarar apoio ao governador Rodrigo Garcia, que sucedeu João Dória no governo do estado.

 

As alianças políticas e eleitorais que costuradas antes levaram em conta João Fadel para fazer uma dobradinha com o primo. João Fadel, que até emplacou cargo na prefeitura de Itapeva para um amigo, era considerado a melhor opção. Depois disso também foi descartado dos planos da galera do prefeito como se fosse garrafa pet.

 

Depois de muita conversa fiada, cervejadas e centenas de rodadas de palpites o prefeito quis apostar em outra candidata que ele acreditava que teria votos suficientes para ser eleita com poucos votos, pelo seu partido do coração, numa estratégia furada para fazer palanque para Ciro Gomes na cidade.

 

Depois, de muito bater cabeça, ouvir palpites e nunca testar nenhum dos seus projetos de candidaturas em pesquisas, o prefeito descobriu que a vice-prefeita tinha aspirações políticas maiores. Muito maiores do que passar o dia atendendo demandas vindas da rede social que são repassadas para os secretários atenderam sempre em regime de urgência.

 

O prefeito se deu conta que tinha que dar satisfação a família e grupo de aduladores, bateu o martelo no primo para disputar como candidato a deputado estadual. O primo, que também é bajulado pelo mesmo grupinho de aspones e crente da visão deles, mesmo implorando para o prefeito não fazer cobranças adicionais de IPTU, alegando que isso afetaria negativamente sua campanha, cumprirá seu destino de não ser eleito e provavelmente ter uma votação menor que o candidato do grupo oposicionista, formado pelo ex-vereador Jé com suporte de vários prefeitos da região. Esse sim, bastante dedicado a sua pré-campanha há meses e seguindo todas regras do manual eleitoral à risca angariando apoio político por onde passa. 

 

Por essas e outras é que se torna muito objetivo dizer que o prefeito e sua turma vivem uma ilusão eleitoral. Enquanto um candidato trabalha focado em suas aspirações políticas há meses, reunindo pessoas em diversos eventos pré-eleitorais e construindo seu eleitorado, o grupo do prefeito passa mês após mês tomando cerveja em bar acreditando em palpites. No mínimo estão embriagados pelo poder e convencidos que são gênios da política.

 

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