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Profissionais da educação reivindicam gratificação salarial por risco de contágio de coronavírus

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Profissionais da educação reivindicam gratificação salarial por risco de contágio de coronavírus

Os governos de estado e municípios têm sido pressionados para criar pagamentos de adicionais de gratificação de Covid-19 para professores e funcionários de escolas.

A gratificação deve ser proposta por meio cálculo das remunerações dos integrantes do quadro do magistério estadual, que inclui professores, diretores de escola, supervisores de ensino e dirigentes regionais de ensino. A medida atende a uma reivindicação que surgiu após profissionais de saúde e segurança pública passarem a receber adicional de gratificação, por serem considerados funções com grande exposição ao risco de contágio do coronavírus.

A partir da suspensão das aulas, em março, devido à pandemia coronavírus, os professores, diretores e merendeiras deixaram de trabalhar nas escolas, sendo transferidos para atividades de ensino à distância ou serviços internos, sem contato com alunos. A necessidade de distanciamento social fez com que os hábitos e forma de trabalho dos professores mudasse radicalmente, sem que eles tivessem tempo para se preparar para uma rotina de teletrabalho e home office, e sem terem em contrapartida nenhum benefício na remuneração.

As demandas e expectativas que passaram ser cobradas dos professores com as aulas remotas aumentaram problemas pré-existentes de estresse profissional, trazendo junto com isso sentimentos como medo, ansiedade e insegurança, o que afeta a qualidade de vida e saúde dos professores.

A possibilidade de retomada das aulas presenciais, prevista para setembro, causa dúvidas na categoria, pois cada escola pode receber tratamento absolutamente diferenciado de acordo com sua infraestrutura. Não existe solução uniformizada neste momento para todas demandas do professores, os quais temem se tornarem grupo de risco de contágio de coronavírus, conjuntamente com outros funcionários escolares e alunos. Diante disso, a ideia de preocupação das secretarias de Educação em cumprirem dias letivos ou quantidade de horas/aula é algo que não ajuda a enfrentar o problema da retomada das aulas presenciais.

A gratificação salarial seria uma forma de incentivar e reconhecer que os profissionais de educação além de prestarem um serviço público essencial, também compõe grupo de risco elevado de contágio do coronavírus.

Em Itapeva, professores e outros profissionais do setor de educação tem procurado abordar a questão junto da Secretaria Municipal de Educação. Até o momento a secretária Patrícia Matos não se manifestou sobre o assunto e quais protocolos de prevenção deverão ser usados nas escolas na retomada das aulas.