HomeNotíciasCoronavírusEconomiaItapevaPopulação de Itapeva cobra esclarecimentos sobre ações da Prefeitura no combate ao coronavírus e flexibilização do comércio local

População de Itapeva cobra esclarecimentos sobre ações da Prefeitura no combate ao coronavírus e flexibilização do comércio local

Coronavírus, Economia, Itapeva
Foto: Marcus Vinícius de Oliveira - assessor especial de gabinete do prefeito Mário Tassinari.
Foto: Marcus Vinícius de Oliveira - assessor especial de gabinete do prefeito Mário Tassinari.

O prefeito Mário Tassinari (PDT) afirmou em entrevista coletiva que deverá levar reividicações da Região Administrativa de Itapeva ao governo estadual nas próximas reuniões do Conselho Municipalista.

O conselho foi formado para que prefeitos das regiões administrativas discutam medidas de enfrentamento ao coronavírus e planejamento de retomada econômica nos municípios do orientação pelo governo estadual.

O prefeito de Itapeva cobrou mais apoio do governo estadual aos município da região administrativa. Mário Tassinari fez ainda um apelo ao vice-presidente do Poder Legislativo, vereador Laércio Lopes (MDB) para ele liderar uma comissão legislativa municipal para levar adiante as reivindicações junto ao governo estadual.

Concomitante a isso, o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, afirmou ontem em videoconfenrência com defensores do municipalismo paulista que: “O modelo heterogêneo [de retomada das atividades econômicas] delimita uma análise específica de cada uma das regiões”. Mesmo assim, em nenhum momento a região administrativa de Itapeva foi mencionada em suas considerações.

Mesmo tendo essa premissa como delimitador das ações, o governo estadual incluiu a região admnistrativa de Itapeva na fase 2 do plano de abertura, sendo orientada pelos dados de contigencimento e econometria da região de Sorocaba.

O prefeito de Itapeva apesar de discordar da decisão do governo estadual, alegando que Itapeva e região mereciam iniciar a fase de retomada da economia na fase 3, dizendo ter fatores de saúde pública que possibilitassem isso, mesmo assim não desmotrou nenhuma evidência com dados técnicos de saúde para sustentar o seu argumento.

Nesse mesmo contexto de contradições entre discusos e práticas de gestão, o governo municipal assim como o governo estadual, parecem ter abandonado como pilar da estratégia de defesa sanitária e saúde da população algumas medidas de contenção de transmissão do coronavírus, como incentivo ao isolamento social nos municípios. O governo João Doria que antes colocava como essencial o índice de isolamento social na faixa de 55% para todos municípios paulistas reabrirem o comércio de forma gradual, deu uma guinada, passando a não considerar mais esse indicativo como integrante do plano de retomada econômica.

A secretária municipal de Saúde, Karen Grube Lopez, que anteriormente gravou vídeo defendendo o aumento do isolamento social para faixa de 55% visando possibilitar a retomada das atividades econômicas muncipais de forma segura e sem risco de elevação de contágio de coronavírus, também não incluiu o tema na curta exposição sobre protocolos de rebaetura do comércio na fase 2 em Itapeva.

O prefeito de Itapeva, foi além disso, colocando que os cultos religiosos devem ser retomados na cidade imediatamente, desde que seguindo as regras de uso de máscaras e distanciamento dentro das igrejas. Apesar disso, o prefeito não relatou nenhuma evidência de que reunião de pessoas em cultos religiosos não incorpore diretamente em quebra das medidas de isolamento social e risco de elevação da transmissibilidade do coronavírus.

A exposição dos gestores do Poder Executivo foi pouco esclarecedora sobre os protocolos de saúde e critérios de flexibilização que devem ser seguidos pelo comércio local nas próximas semanas. As explicações foram consideradas como insatisfatórias, sendo imediatamente contestadas por internautas e cidadãos nas redes sociais.

O discurso contraditório dos políticos e gestores que simultaneamente afirmam que o isolamento social é uma medida importante para evitar aumento do números de casos confirmados de Covid-19, porém sem tratar mais com enfâse essa metodologia como ação preventiva, gera dúvidas e desconfiança na população.

No município de Itapeva os índices de isolamento social oscilaram na maior parte do tempo, desde a decretação da quarentena, em médias abaixo do 50%, sem que Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus tomasse medidas de conscientização para promover melhoras nesses índices.

Medidas de distribuição de máscaras e barreiras sanitárias anunciadas pelo governo municipal também foram entendidas como tardias, sendo inclusive pauta de críticas de vereadores durante as sessões virtuais da Câmara Municipal de Itapeva.

Outro ponto que gerou controvérsia são as invasões de terrenos públicos, onde até o presente momento existem algomerações de pessoas em barracas acampados no Kantian. Nesses acampamentos de sem tetos não há nenhum acesso aos equipamentos de proteção contra o coronavírus, sendo o local completamente deprovido de equipamentos de saneamento básico no em torno da área.

Outra revinicação da população dos bairros faz menção a coleta de lixo fracionada e insatisfatória. Segundo informações o departamento responsável pela coleta municipal de lixo não dispõe de frota de caminhões de lixo suficientes para atender a demanda diária de geração de lixo da cidade. Destaca-se nesse mesmo sentido que o aterro sanitário instalado não está regularizado para prover as necessidades de descarte de lixo doméstico, sendo constantemente objeto de denúncias junto da CETESB. O assunto também foi tratado junto ao Ministério Público, por se tratar de pauta de saneamento básico correlatas às medidas de saúde pública e defesa do meio ambiente.

Perante as menções de retomada assistida do comércio local, seguindo as premissas do Plano São Paulo no setor econômico e orientações de saúde do Centro de Contigenciamento estadual, o governo de Itapeva até esse instante demonstrou não ter elaborado nenhum plano específico de âmbito municipal, levando em consideração dados e fatos da realidade de condições sanitárias, social e econômica que o município atravessa nesse momento de crise de saúde pública.

Espera-se que a partir de segunda-feira o comitê municipal de crise do coronavírus e Poder Executivo passem a tomar medidas pró-ativas em relação a essas situações, considerando que essas pautas vem se desenrolando no município nas últimas semanas sem nenhuma tomada de providências por parte do governo municipal até o momento.