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EDITORIAL - "Voto não tem preço tem consequência"

Itapeva, Opinião, Política
EDITORIAL  - "Voto não tem preço tem consequência"

Neste ano de 2020, em que haverá eleições municipais, é fundamental que, além de mensurar os enfrentamento das narrativas entre adversários políticos, também façamos uma reflexão sobre a necessidade de comportamentos mais compatíveis dos candidatos com as necessidades dos cidadãos que vivem nos municípios.

A política de Itapeva se encontra fragmentada em três grupos políticos, liderados cada um por figuras que nada possuem de renovação e identidade com grande parte das demandas da população. O assistencialismo e carreirismo político, além da falta de probidade de vários componentes desses grupos, são características mais acentuadas e comum entre as tribos políticas que brigarão pelas cadeiras da edilidade e alcaide neste ano.

As redes sociais já dão sinais que a truculência acusativa e geração industrial de fakes news entre adversários políticos será a tônica do período pré-eleitoral e eleitoral na cidade. Sinais incontestáveis que o debate e política em Itapeva nada evoluíram, pois em 2012 essas práticas colocaram uma das chapas vítimas de calúnia em descrédito na semana de votação e outra sem chance de votos suficentes para se eleger na reta final eleitoral.

Em 2016, o uso abusivo dos esquemas de compra de votos mais uma vez não passou desapercido, embora nenhuma providência tenha sido tomada para punições posteriores dessa prática que fere cada vez mais de morte a democracia municipal. Assim como foi verificado ano passado, na eleição para Conselho Tutelar, que se repetiu duas vezes sob denúncias de cooptação de votos de candidatos associados a políticos com mandatos e outros tantos sem mandatos. O ano eleitoral de 2016 foi marcado também pelos ataques acalorados entre apoiadores de candidatos distintos nas redes socais, tornando o ambiente que deveria ser usado para debate público contaminado e contraproducente sobre questões importantes para cidade.

Em 2020 temos visto os detendores dos cargos eletivos usarem a estrutura do Poder Executivo e Legislativo para formatar equipes que agem nos bairros garimpando apoio político de comunidades, distribuindo favores e travando batalhas campais nas redes sociais com troca de insultos e informações falsas contra e em favor de seus pré-candidatos.

As brigas improdutivas entre apoiadores de candidaturas nos canais de interação só torna evidente que os candidatos nada tem a oferecer de propostas para cidade. A prevalência do autoengano do eleitor mediano, que vota movido sem critérios lógicos e éticos, se torna mais uma vez fator fiel da balança que pode decidir uma vaga na Câmara Municipal.

No cenário da disputa pelo cargo de chefe do Poder Executivo resta comprovado que a estratégia de comunicação dos prováveis candidatos gira em torno de ataques e contrataques rasteiros e mentirosos. Nenhuma proposta sensível às demandas de setores organizados da sociedade de Itapeva foi pautado até o momento, e nem serão, pois faltam aos candidatos preparo e agregação de valores que reflitam padrões de gestão pública eficientes e éticos. Isso atesta que a política de balcão e compadrio sobrevive nos corredores e gabinetes da adminsitração de Itapeva.

Trata-se tudo isso de consequência direta da cegueira social, política dos cidadãos e também de uma venda sobre a realidade do governo municipal.

Uma evidência nítida, que confirma essa tendência é claramente perceptível, uma vez que os grupos partidários se constituíram em torno de caciques com passado de ações de improbidade com associações com a imprensa mercenária e setores de lobbys com interesses abocanhar fatias de contratos e licitações.

Nada mudou, nem mesmo eleitor que deverá eleger mais uma vez o candidato menos preparado para representar o cidadão e governar o município, desde que este pontue mais nas pesquisas de opinião antes da reta final da convenções partidárias. Desde que, também, convenhamos, não se torne em mais uma peça no tabuleiro de xadrez movida por políticos sem escrupúlos.