Desistências no programa Mais Médicos afeta atendimento de saúde em municípios

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Entre 2013 e 2017, 54% dos médicos brasileiros inscritos no programa Mais Médicos desistiram de trabalhar em cidades onde existe deficiência no sistema de atenção primária de saúde.

Nesse ano, 1.052 médicos brasileiros desistiram do programa Mais Médicos nos primeiros três meses do ano 2019. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde no começo desse mês, revelando que 15%  da vagas deixadas por médicos de Cuba foram imediatamente supridas, porém não houve manutenção desse quadro de médicos em localidades carentes e com dificuldades no setor de atenção primária diante da desistência dos médicos brasileiros.

Conforme dados do Ministério da Saúde, o programa Mais Médicos paga uma bolsa-salário no valor de R$ 11.865,60 aos profissionais. Na região do Sudoeste Paulista e Vale do Ribeira o programa Mais Médicos, a partir da inclusão do convênio com médicos de Cuba, foram enviados pelo menos dois médicos para diversas cidades da região, suprindo em parte o déficit da demanda do atendimento em localidades que não contavam com médicos.

Até o final desse primeiro trimestre, diversas secretarias de saúde dos municípios da região não disponibilizaram dados atualizados referente ao quadro de médicos do programa Mais Médicos, dificultando assim a obtenção de informações sobre o atendimento da demanda em áreas mais carentes de atenção básica dos municípios.